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Nota de repúdio

em: 04-03-2016 15:34:21 (389) .:
Sindicato dos Jornalistas repudia ação do Grupo Jaime Câmara de demitir sindicalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás dirige-se à categoria e à sociedade em geral para repudiar a prática antissindical do Grupo Jaime Câmara (GJC) que, na última quarta-feira, demitiu o jornalista Paulo Nunes, membro do Conselho Fiscal do Sindicato. O jornalista trabalhou por 37 anos na sucursal de Anápolis do jornal O Popular e recentemente havia sido transferido para Goiânia, numa tentativa de fazê-lo pedir demissão. Ao não respeitar a estabilidade sindical de um jornalista sindicalista, o GJC demonstra sua falta de compromisso com o Estado de Direito e seu desprezo pela categoria profissional que é a principal responsável pelo maior patrimônio do jornal: sua credibilidade.
A demissão de Paulo Nunes foi o ápice de uma operação empresarial que podemos definir como operação desmonte. Há cerca de um ano está em prática no jornal O Popular, que é principal jornal diário do Estado, uma reforma editorial que, em vez de valorizar, está esvaziando o Jornalismo. Nesse período, mais de 30 profissionais foram demitidos pela empresa, a pretexto de redução de despesas sob o falso argumento de adequação orçamentária. A situação intensificou-se nos últimos meses.
Para uma empresa que se pretende líder de mercado, a prática de O Popular aponta para outro rumo. Trata-se, isso sim, de dizer não ao Jornalismo.
A maioria dos mais de 30 profissionais demitidos ao longo dos últimos meses tinha vários anos de bons serviços prestados ao Jornalismo, e ao jornal em particular.
A experiência que esses profissionais poderiam repassar aos mais jovens – a maioria do quadro da redação enquadra-se nesse perfil, portanto recebendo salários bem inferiores – foi desprezada.
Quem tem mais a perder com esse lamentável quadro não são os profissionais demitidos, mas sim a própria empresa que, ao abandonar o Jornalismo como pressuposto básico de seu veículo, tende a perder leitores. Também perde a sociedade goiana que, a cada dia que passa, tem menos informações de interesse público para balizar seus juízos e ações.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás lamenta que esse tenha sido o rumo adotado até aqui pelo Grupo Jaime Câmara e espera que se dê um basta às demissões. O Sindicato, especialmente, chama a atenção do GJC para a ilegalidade da demissão de um jornalista sindicalista, o que nunca havia ocorrido, que também se configura como uma prática antissindical. Ao mesmo tempo, pede a imediata reintegração de Paulo Nunes nos quadros da empresa. O Sindicato espera que se dê um basta às demissões e que os jornalistas voltem a ser valorizados, para que haja uma retomada da prática do bom Jornalismo.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Goiás

Goiânia, 4 de março de 2016

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