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Jornalistas brasileiros reafirmam compromisso com a democracia

em: 11-04-2014 16:53:17 (817) .:

Quando se completam 50 anos do golpe civil-militar, que contou com a participação dos empresários da comunicação e de setores conservadores da sociedade, os jornalistas brasileiros, reunidos em seu 36º Congresso Nacional, em Alagoas, de 02 a 06 deste mês, reafirmam a defesa intransigente da democracia e do jornalismo como atividade profissional indispensável às conquistas democráticas e enfatizam seu entendimento de que a democracia é um valor estratégico em todas as suas dimensões: a política, a econômica e a social. 

A Carta de Maceió dos jornalistas brasileiros exige a revisão da Lei de Anistia, com a apuração dos crimes e a punição dos responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos; evidencia o trabalho de busca da verdade histórica dos sindicatos de jornalistas de todo o país e ressalta ato público realizado durante o evento, com depoimento do jornalista Pinheiro Salles, presidente da Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas de Goiás, e que foi preso e torturado pelo regime.

Em quatro dias de trabalho, os jornalistas analisaram os problemas e desafios atuais da categoria, tomando decisões para nortear a ação da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em defesa das condições de vida e trabalho da categoria e suas iniciativas no cenário nacional. "Compreendemos as críticas aos veículos de comunicação, mas não admitimos qualquer forma de violência contra os trabalhadores jornalistas e exigimos respeito ao trabalho dos profissionais"- diz ainda a carta dos jornalistas.

Na Carta de Maceió, os jornalistas exigem a punição dos responsáveis diretos pela morte do repórter-cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes do Rio, atingido por um rojão, enquanto registrava confrontos,  e denunciam a responsabilidade da empresa empregadora, por não ter garantido condições de segurança ao seu empregado. Nas manifestações de junho de 2013, informam que centenas de jornalistas foram agredidos em coberturas de rua pela polícia (mais de 80% dos casos), mas também por participantes de manifestações. 

 

Abaixo, a íntegra da carta:

 

Os jornalistas brasileiros, reunidos em seu 36º Congresso Nacional, em Alagoas, quando se completam 50 anos do golpe civil-militar, com a participação dos empresários da comunicação e setores conservadores da sociedade, e no momento em que o país faz um enorme esforço de resgate da verdade histórica e de superação da herança deixada pelo brutal regime ditatorial, reafirmam a defesa intransigente da democracia e do jornalismo como atividade profissional indispensável às conquistas democráticas.


Os jornalistas enfatizam, neste Congresso, seu entendimento de que a democracia é um valor estratégico em todas as suas dimensões: a política, a econômica e a social. Varrer definitivamente os vestígios da ditadura da vida nacional é essencial para fortalecer o caminho democrático, como evidenciou o combativo ato realizado em Maceió, com importantes depoimentos dos jornalistas Pinheiro Salles, preso e torturado pelo regime, e Audálio Dantas, ex-presidente da FENAJ que, a frente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, em 1975, liderou a luta pela responsabilização do Estado pela morte de Vladimir Herzog.

A exigência de revisão da Lei de Anistia, com a apuração dos crimes e a punição dos responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos, é a conclusão natural do trabalho das Comissões da Verdade, organizadas também pelos Sindicatos e pela Federação a partir da decisão do 35º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado no Acre, em 2012.

Em quatro dias de trabalho, marcados pelo debate livre, democrático e plural, os participantes, vindos de todas as regiões do país, analisaram os problemas e desafios atuais dos jornalistas, tomando decisões para nortear a ação da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em defesa das condições de vida e trabalho da categoria e suas iniciativas no cenário nacional.

Precedendo o 36º Congresso Nacional dos Jornalistas, foi realizado o 1º Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira), marcando de forma positiva o Congresso pelas reflexões e contribuições apresentadas para que alcancemos a igualdade étnico-racial na mídia. Igualmente, a necessidade de combatermos toda forma de preconceito e avançarmos na luta pela equidade de gênero e pelo respeito às pessoas com deficiência esteve no centro dos debates, assim como a violência contra jornalistas.

A impunidade estimula a violência policial crescente contra os movimentos sociais e a atividade jornalística. Desde as manifestações de junho de 2013, centenas de jornalistas foram agredidos em coberturas de rua pela polícia (mais de 80% dos casos), mas também por participantes de manifestações. O terrível ápice desta onda de violência foi a morte do repórter-cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes do Rio, atingido por um rojão, enquanto registrava confrontos. Nosso Congresso homenageia o companheiro Santiago e grita: basta! Não podemos aceitar a repressão da PM aos jornalistas, que registram a violência desmedida com que os policiais atacam manifestantes. Exigimos a desmilitarização da polícia, uma medida democrática.

Tampouco podemos aceitar agressões a jornalistas, venham de onde vierem. Compreendemos as críticas aos veículos de comunicação, mas não admitimos qualquer forma de violência contra os trabalhadores jornalistas e exigimos respeito ao trabalho dos profissionais. Exigimos a punição dos responsáveis diretos pela morte de Santiago, ao mesmo tempo em que denunciamos a responsabilidade da Rede Bandeirantes, por não ter garantido condições de segurança ao seu empregado. Exigimos das empresas de comunicação a adoção de um Protocolo de Segurança, a fim de evitar novas tragédias, e exigimos do Estado brasileiro medidas concretas para a salvaguarda dos jornalistas e demais profissionais da comunicação.

Durante o 36º Congresso Nacional dos Jornalistas, pudemos discutir a pressão crescente pela precarização das relações trabalhistas: o desrespeito sistemático das empresas à jornada de trabalho, o acúmulo de funções, ampliado com a chegada das novas plataformas, e a falta de vínculo em carteira – com os “frilas” que se eternizam e a ampliação de contratação via pessoa jurídica (PJ). Contando com a importante contribuição da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc) e da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), entidades às quais a FENAJ é filiada, decidimos nos manter firmes na defesa dos direitos trabalhistas, buscando, sobretudo, aprofundar a organização sindical na base para permitir essa resistência.

A democratização dos meios de comunicação, compromisso de longa data da FENAJ, ganha urgência à medida que as novas tecnologias de informação transformam-se em armas nas mãos de empresários inescrupulosos, que ampliam a concentração da propriedade na mídia e usam a tecnologia para ampliar a precarização do trabalho. Neste sentido, a FENAJ continua apostando no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) como o melhor protagonista para aglutinar os diferentes atores sociais que lutam pela democratização da comunicação.

 

Um momento especial de nossa atividade foi a homenagem prestada ao jornalista e professor alagoano José Marques de Melo, também perseguido pela ditadura, e que dedicou sua vida de forma notável ao desenvolvimento do ensino e da prática do jornalismo. Compartilhamos com ele a defesa intransigente do diploma de nível superior como pedra angular de nossa atividade profissional. A luta para retomar nossa regulamentação avança, e decidimos reforçá-la e ampliá-la, como ponto fundamental do avanço social em nosso país. Afinal, um país verdadeiramente democrático deve valorizar o jornalismo como forma de garantia da liberdade de expressão e valorizar os jornalistas, apoiando a luta pela qualificação e autonomia profissional e por condições de trabalho decente.



Maceió (AL), 5 de abril de 2014.

 
Plenária final do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas

7 DE ABRIL! SALVE O DIA DO JORNALISTA!

em: 07-04-2014 09:18:22 (633) .:


Convivemos com rotinas estressantes, salários não condizentes com nosso trabalho e até agressões nas ruas. Mas, mesmo assim, temos o direito de comemorar com orgulho o nosso dia - 7 de abril, Dia do Jornalista. Com ética, técnica apurada na faculdade e nosso compromisso com a sociedade, somos o pilar de uma democracia. Somos a voz dos que não tem voz e redatores da história no dia a dia! 
Reflitamos em nosso dia que somente juntos é que podemos mudar a realidade. Parabéns jornalistas por esta data!
A diretoria

Congresso de jornalistas vai debater 50 anos do golpe militar

em: 26-02-2014 10:48:03 (1271) .:

A sétima edição do Congresso Estadual dos Jornalistas de Goiás, que será realizada nos dias 14 e 15 de março no Umuarama Hotel, terá como tema Jornalismo e Democracia, no momento em que se completam 50 anos do golpe militar. A conferência magna será proferida pelo jornalista Celso Shröder, vice-presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), presidente das federações da categoria da América Latina e Caribe (Fepalc) e do Brasil (Fenaj) e professor da PUC-RS.

“Democracia pressupõe liberdade de expressão e acesso à informação e é no jornalismo que a sociedade encontra a possibilidade de conhecer o que se passa pelo mundo”, explica o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás, Cláudio Curado, organizador do encontro, que é preparatório para o evento nacional no dia 2 de abril em Maceió, com a mesma temática.

O congresso vai discutir temas como a liberdade de expressão e de imprensa, cobertura jornalística das eleições e o outro lado da moeda - a assessoria de imprensa em campanhas políticas e os blogs jornalísticos. Haverá também espaço para a divulgação dos trabalhos realizados pela Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas de Goiás.

TEMAS - Entre os palestrantes confirmados está a jornalista e blogueira Fabiana Pulcineli, repórter de O Popular e comentarista da Rádio CBN Goiânia, que vai fazer o contraponto entre blog jornalístico e blog não jornalístico. João Domingos, jornalista da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo, vai falar sobre a cobertura jornalística das eleições; e Armando Araújo discorrerá sobre assessoria de imprensa e campanha política.

No segundo dia do evento, será tratado o tema “50 anos do golpe: o jornalismo e as vítimas da ditadura”, com os jornalistas Antônio Pinheiro Sales e Laurenice Noleto, ambos da Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas. Pinheiro Sales é ex-preso político e autor de livros sobre a ditadura militar e Laurenice, conhecida nos meios jornalísticos como Nonô foi ativista política e é viúva do ex-preso político Wilmar Alves.

Também haverá o painel sobre Liberdade de Expressão e Jornalismo em mesa que terá as presenças do jornalista João Domingos e a vice-presidente da Fenaj, Maria José Braga.

 

INSCRIÇÕES – Já podem ser feitas pelas redes sociais ou diretamente na sede do Sindicato no valor de R$ 50,00 para profissionais e R$ 25,00 para estudantes de jornalismo.

Convite ANTP

em: 18-12-2013 15:43:38 (626) .:

Venho convidá-los a participar do Seminário que marcará a inauguração da sede da Associação Nacional de Transportes Públicos / ANTP Regional Centro-Oeste, extensivo a todos os jornalistas de Goiás.
O evento será DIA 19/12 e ocorrerá em duas etapas distintas, sendo a primeira prevista a acontecer no CREA-GO, 8h00, quando promoveremos a palestra do arquiteto urbanista Carlos Leite, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP, mestre e doutor pela FAU-USP e pós-doutor pela Universidade Politécnica da Califórnia, autor do livro “Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes” (Bookman, 2012). Tema: “CIDADE PARA PESSOAS – UM OLHAR SOBRE O PLANETA URBANO”.
A segunda etapa, para a qual o convidamos a presidir, ocorrerá no auditório do Edifício Euro Working Concept, às 15h00, sito à Rua João de Abreu com Rua 27, Setor Oeste, onde fica a sede da ANTP Regional Centro-Oeste. Neste, estaremos promovendo a palestra do jornalista Jaime Sautchuk, cuja trajetória permeou os jornais O Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, Opinião e Movimento, revista Veja e rádio BBC de Londres. Tema: “O PAPEL DA MÍDIA NA CONSTRUÇÃO DA MOBILIDADE CIDADÔ.

Atenciosamente,

Antenor José de Pinheiro Santos

Coordenador da ANTP Regional Centro-Oeste

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